Um giro em Bali



Continuando o giro pela Ásia, a última parada foi em Bali, ilha paradisíaca e o principal destino turístico na Indonésia.


Dessa vez fechei a viagem com o Intrepid, outra empresa de excursões, e tive a oportunidade de conhecer boa parte da ilha, das partes mais turísticas às mais afastadas, sem muita agitação. Bali tem extensão territorial de aproximadamente 5800 km², ou seja, é muito grande! Para ir de um povoado ao povoado vizinho leva em torno de 1h30 a 2 horas de carro.

A viagem começou no vilarejo de Ubud, considerado o centro cultural de Bali e um dos mais turísticos. O lugar é lindo, tem infraestrutura excelente de restaurantes, hotéis, lojas e bares e está sempre muito cheio de turistas, principalmente casais apaixonados em lua de mel.

Em um dos dias de folga fui conhecer outro vilarejo: Seminyak. Esse é o point mais animado e onde se localizam os beach clubs, como o Ku De Ta e o Potato Head. É a área mais agitada, badalada e jovem. Os bares em frente à praia possuem ótima infraestrutura. Ubud, Kuta e Seminyak são áreas mais caras, os preços são para turista.




Em Ubud, passeei de bicicleta, onde me senti a própria Julia Roberts em Comer, Rezar, Amar.



Conheci o Tegalalang, um lindo arrozal. O arroz é a base da alimentação e também faz parte da cultura balinesa. Andando por Bali é possível se deparar com muitos arrozais. O cultivo é feito de acordo com rituais ligados à religião e à filosofia. O sistema de plantação é chamado de subak, no solo são feitos terraços que acumulam água, mas também permitem que a água escoe para as camadas debaixo.

Conheci também a Floresta Sagrada dos Macacos, mas confesso que fiquei com tanto medo que não consegui ficar muito tempo. A floresta é um parque bem grande e os macacos vivem soltos e interagem com as pessoas que por ali passeiam.

No vilarejo de Sidemen, indo para o leste, comecei a sentir variação na temperatura, o clima foi ficando mais frio durante a noite. Visitei uma tecelagem, onde são produzidos os famosos sarongs e almocei na beira do rio como uma típica balinesa, comi utilizando apenas as mãos, nada de garfo e faca. Em muitos países no Sul da Ásia, a população tem esse o hábito. Confesso que achei meio estranho, mas valeu a experiência e a comida era ótima.

Um pouco mais ao norte, cheguei à região montanhosa de Kintamani.




Acordei de madrugada para ver o sol nascer do alto do Mount Batur, vulcão, ainda ativo, que tem 1717 m de altura.




De 1804 a 2000, o Mount Batur já entrou em erupção 26 vezes, sendo em 1926 a explosão mais devastadora.

O passeio é muito popular em Bali e é possível comprá-lo em qualquer vilarejo. Várias empresas prestam esse serviço. O tour começa muito cedo entre 2 e 3 h da manhã. O meu grupo era composto por 12 pessoas e por isso a subida foi feita com três guias que falavam inglês. O percurso tem 5 km e leva em torno de 2 h para ser concluído. O inicio é relativamente fácil até chegar à subida. O caminho é constituído por rochas vulcânicas irregulares e pedrinhas que escorregam muito. Faz muito frio e venta bastante, nunca pensei passar tanto frio em Bali, por isso é necessário ir bem agasalhado. A vista é muito bonita e o nascer do sol um espetáculo a parte.



O vilarejo de Lovina, ao norte, tem boa infraestrutura de hotéis, restaurantes e bares, é mais barato que a região sul e é conhecido por ser um ótimo lugar para mergulho. Pratiquei snorkeling na Ilha de Menjangan, foi um passeio maravilhoso. Próximo a Lovina, conheci também o Seririt Market, a Munduk Waterfall e o Bratan Lake.



Na região de Bedugul, visitei o Templo, hindu-budista, Pura Ulun Danu Bratan. Construído no século 17, foi dedicado a Dewi Danau, deusa do lago e da fertilidade, que protege Bali dos maus espíritos.

Também em Bedugul se encontra o Bali Botanical Garden. Com 157,5 hectares, o jardim possui imensa coleção de plantas de toda a Indonésia. É o único local na ilha que faz pesquisas na área de botânica e também oferece recreação e educação ambiental para os visitantes. É um jardim bem grande e muito bonito.

Entre as melhores praias estão Padang Padang, Seminyak e Uluwatu. Mas a beleza de Bali definitivamente não está apenas nas praias e sim na sua biodiversidade, nas suas cores, no acolhimento, na diversidade cultural e religiosa, no sorriso dos balineses, é tudo muito inspirador e paradisíaco.

Não importa a distância, o tempo e o cansaço para chegar até o outro lado do globo, isso tudo é pequeno perto da grandiosidade de locais tão maravilhosos. Tento sempre sair da minha zona de conforto e conhecer lugares novos, diferentes, que possam me ensinar algo novo e ver o mundo de outras formas. Acho que é isso que faz qualquer viagem valer a pena.

Até o próximo giro!

Cissa Valadares


A Cissa é relações públicas, apaixonada pela vida, por viagens, passeios, baladas, bares, restaurantes e novos lugares.
@umgirocomacissa
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